O governo de Taiwan abriu uma investigação contra 17 empresas chinesas suspeitas de recrutar ilegalmente profissionais de semicondutores e outros setores de alta tecnologia. A ilha considera esse capital humano parte central de sua vantagem industrial.

Entre 13 de julho e 4 de agosto, 330 agentes realizaram buscas em 64 locais e interrogaram 114 pessoas. As autoridades afirmam que algumas companhias escondiam a identidade, usavam fachadas taiwanesas ou estrangeiras e mantinham escritórios sem autorização.

A lista inclui fabricantes de equipamentos, projetistas de circuitos e fornecedores de baterias. Taiwan restringe investimentos chineses em partes estratégicas da cadeia de semicondutores e exige revisão em outras atividades, como encapsulamento de chips.

O episódio transforma carreira e recrutamento em uma frente da disputa tecnológica. Além de fábricas e patentes, a capacidade de projetar processos, operar equipamentos e organizar equipes especializadas passou a ser tratada como ativo de segurança econômica.

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Abrir Reuters