O Ministério de Assuntos Digitais de Taiwan confirmou que órgãos públicos foram alvo, em julho, de uma campanha cibernética apoiada por agentes de inteligência artificial. O tráfego anormal foi detectado por equipes de monitoramento, que começaram a emitir alertas em 20 de julho.
A investigação identificou uma operação híbrida: atacantes humanos coordenaram ferramentas automatizadas capazes de buscar vulnerabilidades, movimentar-se entre sistemas e coletar dados. O governo afirmou que as unidades atingidas concluíram as medidas de contenção, mas não atribuiu publicamente a campanha a um país.
A empresa israelense Dream relatou uma operação semelhante que, em quatro dias, teria extraído dezenas de senhas, roubado registros de pessoal do Ministério da Justiça e sondado a agência de segurança nuclear. Taiwan já registrava uma média de 2,63 milhões de ataques diários contra infraestrutura essencial em 2025.
O episódio mostra que automação ofensiva não elimina o operador humano; ela aumenta a velocidade e a quantidade de tentativas. Defesas precisam combinar autenticação resistente a phishing, segmentação, bloqueio de saída, detecção comportamental e capacidade de revogar credenciais rapidamente.
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