A Cathedral, startup criada por ex-integrantes do Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos, levantou US$ 160 milhões em uma rodada liderada por Andreessen Horowitz e Sequoia Capital. A operação avaliou a companhia recém-criada em US$ 1,4 bilhão.

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a empresa pretende usar automação para ampliar capacidades cibernéticas ofensivas e defensivas do governo americano. O plano inclui buscar contratos públicos e adquirir ou reservar capacidade dedicada em data centers para executar essas operações.

A proximidade dos fundadores com órgãos federais pode facilitar o entendimento do processo de compras e das necessidades do setor, mas também aumenta a atenção sobre governança, conflitos de interesse e limites de uso. Sistemas ofensivos exigem controles técnicos e jurídicos mais rigorosos do que produtos corporativos comuns.

O financiamento mostra como segurança cibernética, defesa e infraestrutura computacional estão convergindo. Nesse ambiente, desempenho do modelo não basta: identidade forte, isolamento, autorização explícita, registro imutável de ações e supervisão humana tornam-se componentes centrais da arquitetura.

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