A SpaceX está usando uma parcela crescente de seus foguetes Falcon 9 para colocar satélites Starlink em órbita. A rede própria representa aproximadamente 79% das missões realizadas em 2026, contra 54% em 2020, segundo análise de dados de lançamentos feita pela Reuters.

Ao menos sete empresas de espaçonaves teriam sido informadas de que a agenda do Falcon 9 está cheia até 2028 ou 2029. A falta de vagas ocorre enquanto a SpaceX concentra recursos na transição para o Starship e atende compromissos próprios e contratos com a NASA.

A escolha possui lógica financeira: a Starlink respondeu por cerca de 60% da receita da SpaceX no ano passado. Adicionar satélites à própria constelação pode gerar retorno maior do que transportar a carga de um cliente externo no mesmo foguete.

O efeito é uma dependência estrutural para centenas de negócios que constroem satélites, mas não possuem veículo de lançamento. O domínio vertical da SpaceX — foguetes, satélites e serviço de conectividade — transforma capacidade de lançamento em vantagem competitiva sobre empresas que também são suas clientes.

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