A Hungria se prepara para desligar completamente a usina nuclear de Paks, responsável por uma parcela importante da eletricidade do país. A decisão ocorre porque o nível do rio Danúbio, usado no resfriamento dos quatro reatores, atingiu um recorde de baixa e deve cair ainda mais.

A instalação de 2 gigawatts operava com pouco mais de 10% da capacidade neste domingo. Com uma nova onda de calor e temperaturas previstas de até 40 graus, o governo considera os próximos cinco dias críticos para a estabilidade da rede e dos serviços públicos.

Empresas, órgãos públicos e residências foram orientados a reduzir ou deslocar o consumo entre 17h e 22h. O governo também avalia impor limites obrigatórios a grandes consumidores, enquanto a paralisação pode elevar fortemente o custo das importações de energia.

O episódio mostra uma vulnerabilidade física que precisa entrar no planejamento tecnológico: sistemas digitais, data centers e telecomunicações dependem de uma rede elétrica exposta a calor, seca e restrições de água. Continuidade operacional exige cenários que combinem falhas de energia, aumento de preços e redução prolongada de capacidade.

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Abrir Reuters