A Samsung Electronics afirmou que a escassez global de chips deve se intensificar e continuar até 2028. A avaliação veio acompanhada de contratos de fornecimento de pelo menos cinco anos com grandes operadores de data centers, em um momento no qual memória e capacidade de fabricação se tornaram recursos estratégicos.
A empresa já assinou acordos com os cinco maiores grupos globais de data centers e negocia com outros cinco clientes de grande porte. A meta é comprometer aproximadamente dois terços da produção de memória em contratos com pagamentos antecipados e preços mínimos, reduzindo a exposição aos ciclos bruscos do setor.
O desequilíbrio beneficia a divisão de semicondutores: o lucro operacional da unidade superou US$ 61 bilhões no segundo trimestre, mais de 250 vezes o resultado de um ano antes. Porém, a mesma alta dos componentes pressionou a área de celulares, que registrou seu primeiro prejuízo trimestral.
A Samsung também avança em memória HBM4 para aceleradores de IA e espera mais que triplicar essa receita no terceiro trimestre. A projeção indica que fabricantes de servidores, celulares, computadores e equipamentos de rede precisarão planejar compras com antecedência e conviver com preços mais altos por vários anos.
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