A parlamentar britânica Jess Asato pediu à Justiça uma ordem que obrigue a xAI a impedir permanentemente que o Grok gere imagens sexualizadas falsas dela. O processo tramita na Alta Corte de Londres.
Asato afirma que usuários produziram imagens e vídeos não consensuais depois de ela criticar publicamente Elon Musk e o chatbot. A ação alega uso indevido de informações privadas e violação das leis de proteção de dados.
O pedido não busca apenas remover publicações já existentes. Ele exige medidas técnicas eficazes para bloquear novas gerações, o que pode obrigar a empresa a combinar filtros de identidade, detecção de conteúdo, listas de bloqueio e processos de contestação.
Os advogados da parlamentar afirmam que não há precedente de aplicação das leis de privacidade dessa forma a uma desenvolvedora de IA. Uma decisão favorável poderia influenciar obrigações preventivas de outros fornecedores.
O caso mostra que segurança de produto inclui impedir usos previsivelmente abusivos, preservar evidências e responder rapidamente às vítimas. Termos de uso, sozinhos, não substituem controles técnicos.
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