Astrônomos identificaram um sistema planetário cuja organização não se encaixa bem nas categorias usadas para descrever o Sistema Solar. Uma estrela anã vermelha é orbitada por uma anã marrom, e ao redor desse segundo corpo existe um objeto gasoso com pelo menos 90% da massa de Júpiter.

Em termos geométricos, o objeto poderia ser chamado de exolua porque orbita um corpo que já orbita uma estrela. A equipe prefere, por enquanto, o termo exossatélite: ele é muito maior e tem composição diferente das luas rochosas ou geladas conhecidas, além de orbitar uma anã marrom, que ocupa a fronteira entre planeta e estrela.

O sistema CD-35 2722 fica a cerca de 71 anos-luz e foi estudado com o Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul, no Chile. O exossatélite completa uma volta a cada 170 dias, a uma distância equivalente a aproximadamente um quinto da separação entre Terra e Sol.

A descoberta abre novas perguntas sobre formação. O objeto pode ter surgido no disco de gás e poeira ao redor da anã marrom ou ter sido capturado mais tarde. Além de ampliar o catálogo de mundos possíveis, o caso mostra que classificações criadas a partir de um único sistema planetário podem ser insuficientes para a diversidade da galáxia.

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Abrir Reuters