O Mediterrâneo recebe aproximadamente uma nova espécie não nativa a cada duas semanas, segundo levantamento reunido pela Academia de Ciências, Letras e Artes do Chipre com pesquisadores de 11 países.

Mais de mil espécies invasoras já foram identificadas, contra menos de 800 contabilizadas em um estudo europeu referente ao período de 2012 a 2017. O aquecimento do mar e a ligação com águas tropicais pelo Canal de Suez aceleram a transformação.

Peixes-leão, peixes-coelho e baiacus tóxicos deslocam espécies locais, alteram cadeias alimentares e afetam a pesca. Armadilhas seletivas e recompensas por capturas estão sendo testadas no Chipre e na Grécia.

Pesquisadores também avaliam usos comerciais para os animais, incluindo alimentação, ração, cosméticos e materiais. Essas alternativas podem reduzir impactos econômicos, mas não eliminam a necessidade de monitoramento ambiental contínuo.

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Abrir Reuters