Mais de oito em cada dez adolescentes australianos ainda usavam redes sociais três meses após a proibição para menores de 16 anos entrar em vigor. O levantamento da autoridade eSafety acompanhou mais de quatro mil crianças e famílias antes e depois da mudança.
O uso caiu de quase 86% para pouco mais de 81%, enquanto 58% dos entrevistados continuaram acessando essas plataformas diariamente. A propriedade declarada de contas diminuiu de 52% para 42%, indicando que parte do uso passou a ocorrer sem conta própria ou por meios alternativos.
Cerca de metade das crianças que conservaram suas contas afirmou que a plataforma não verificou sua idade. Outras cadastraram uma idade superior ou foram classificadas incorretamente pelos mecanismos automáticos.
O resultado mostra que uma regra jurídica sem mecanismos técnicos confiáveis produz efeito limitado e pode empurrar o comportamento para áreas menos visíveis aos responsáveis. Sistemas de garantia de idade precisam equilibrar eficácia, privacidade, acessibilidade e possibilidade de contestação.
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