O comércio eletrônico começa a tratar assistentes conversacionais como um novo canal de descoberta. Walmart, Ulta Beauty e Wayfair estão ajustando seus sites e descrições de produtos para aumentar a chance de aparecer em recomendações produzidas por ferramentas como ChatGPT e Gemini.

A audiência já tem peso econômico: a Adobe informou que 41% dos consumidores dos Estados Unidos usaram IA generativa em compras online em junho. Visitantes encaminhados por esses serviços geraram receita por visita 41% maior que o público vindo de canais tradicionais.

O conflito aparece na etapa final. As lojas querem aproveitar a recomendação dos assistentes, mas preferem que o pagamento continue em seus domínios, onde conseguem observar navegação, tamanho da cesta, histórico e participação em programas de fidelidade.

Para equipes web, isso muda a otimização de catálogo. Dados estruturados, descrições completas, estoque atualizado, URLs estáveis e APIs bem definidas passam a influenciar tanto buscadores tradicionais quanto agentes, sem eliminar a necessidade de consentimento e governança sobre os dados do consumidor.

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