Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos bloqueou uma parte central da lei texana criada para proteger crianças nas redes sociais. A decisão foi tomada por dois votos a um e atinge a obrigação de monitorar e filtrar conteúdos ligados a automutilação, abuso, perseguição, bullying e outras formas de dano.

A maioria entendeu que a Seção 230 da legislação federal, que limita a responsabilidade das plataformas pelo conteúdo de terceiros, se sobrepõe à exigência estadual. A decisão favorece associações que representam empresas como Amazon, Google e Meta.

O tribunal, entretanto, preservou a exigência de verificação de idade. Isso mantém aberta uma questão técnica importante: como comprovar a faixa etária sem coletar dados excessivos, criar bancos de documentos sensíveis ou impedir o acesso legítimo de adultos.

O conflito mostra que proteção infantil, privacidade e liberdade de expressão não podem ser resolvidas apenas com um filtro de conteúdo. Produtos voltados a públicos amplos precisam combinar padrões seguros, controles familiares, minimização de dados e mecanismos de recurso auditáveis.

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Abrir Reuters