A Alphabet informou que a receita do Google Cloud avançou 82% no segundo trimestre, para US$ 24,8 bilhões. Foi o crescimento mais forte já registrado pela divisão e ficou acima da expectativa média do mercado, sustentado pela procura de empresas por computação, armazenamento e serviços usados em cargas intensivas.
Para ampliar a capacidade, o grupo elevou novamente a previsão de investimento em 2026. O intervalo passou de US$ 180 bilhões a US$ 190 bilhões para US$ 195 bilhões a US$ 205 bilhões. A empresa afirma que, mesmo após três anos de expansão, a demanda ainda supera a infraestrutura disponível.
O trimestre também marcou o primeiro reconhecimento de receita com vendas dos aceleradores TPU, sinal de que o Google pretende explorar seus chips não apenas dentro da própria nuvem. O movimento reforça a integração entre silício, centros de dados e serviços gerenciados como vantagem competitiva.
O custo dessa corrida ficou mais visível: a Alphabet teve fluxo de caixa livre negativo de US$ 5,9 bilhões no período. Para equipes de tecnologia, a leitura prática é que capacidade de nuvem continuará crescendo, mas preço, disponibilidade regional e dependência de componentes proprietários precisam entrar no desenho de arquitetura.
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