O governo dos Estados Unidos prepara uma restrição à importação de novos modelos de componentes chineses usados em data centers. A medida, ainda sujeita a alterações, está sendo elaborada pela Comissão Federal de Comunicações e tem como alvo principal os transceptores ópticos que transportam dados por fibra dentro dessas instalações.

A justificativa é impedir que equipamentos considerados sensíveis sejam incorporados à infraestrutura antes que possíveis riscos de espionagem, instalação de código malicioso ou interrupção de serviços se tornem difíceis e caros de remover. O movimento amplia uma estratégia já aplicada a roteadores, drones, inversores e robôs conectados.

A eventual proibição atingiria fornecedores chineses importantes, entre eles a Zhongji Innolight, que possui cerca de 27% do mercado mundial de transceptores para data centers. Fabricantes americanos poderiam ganhar espaço, mas analistas avaliam que ainda não possuem escala suficiente para substituir rapidamente todo o fornecimento chinês.

Para empresas de cloud, o resultado pode ser aumento de custos e maior pressão para comprovar a origem de cada componente da rede. A segurança da cadeia física passa, portanto, a integrar o mesmo planejamento de risco já aplicado a software, credenciais e localização dos dados.

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