O Figma elevou sua previsão anual de receita após registrar crescimento de 48% no trimestre, chegando a US$ 370,1 milhões. Mesmo assim, as ações caíram 16% no pós-mercado porque investidores se concentraram no aumento acelerado dos custos.

As despesas de pesquisa e desenvolvimento avançaram 101,5%, enquanto o total operacional quase dobrou para US$ 426,9 milhões. A margem operacional ajustada caiu de 16% para 10% na comparação com o trimestre anterior.

A empresa incorporou inteligência artificial ao portfólio e lançou um agente capaz de modificar layouts e executar fluxos dentro da tela de design. O uso aumenta a demanda, mas também traz custos recorrentes de inferência e desenvolvimento.

O Figma aposta em créditos de IA cobrados por consumo para equilibrar a economia do produto no fim de 2026 e início de 2027. O resultado mostra que adicionar IA pode aumentar receita sem necessariamente melhorar rentabilidade no mesmo ritmo.

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