O governo da Coreia do Sul anunciou um fundo de 5 trilhões de won, cerca de US$ 3,52 bilhões, para apoiar fabricantes de materiais, peças e equipamentos de semicondutores, além de empresas que projetam chips sem possuir fábricas próprias.

O pacote inclui outros 5 trilhões de won em financiamento comercial e um programa de cooperação de dez anos. A iniciativa tenta fortalecer fornecedores locais que ficam na base da cadeia dominada por Samsung Electronics e SK Hynix.

A política industrial também enfrenta limites físicos. O polo de Gwangju deverá precisar de 650 mil toneladas de água por dia em 2030, enquanto o complexo de Yongin pode demandar 14,7 gigawatts de eletricidade até 2041.

O investimento mostra que a competição por chips não se resume às fábricas. Energia, água, transporte, crédito e qualificação profissional serão tão determinantes quanto as máquinas de litografia para que os planos de expansão se tornem capacidade produtiva real.

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