O grupo Cl0p afirmou ter extraído grandes volumes de dados de quase 50 empresas em vários países. Entre os nomes citados estão Philips, Shell, Fiserv e GE, embora a extensão do suposto roubo ainda não tenha sido verificada de forma independente.

As respostas das empresas mostram estágios diferentes da apuração. A Philips disse ter contido uma tentativa de comprometimento em um servidor corporativo ligado a dados internos e afirmou que ambientes de clientes não foram afetados. A Fiserv declarou não ter encontrado evidências de exposição de dados bancários, transacionais, pessoais ou de clientes. Shell e GE iniciaram investigações e protocolos de resposta.

O ponto comum pode estar nos produtos Windchill e FlexPLM, da PTC, usados em processos de engenharia e fabricação. Um alerta do setor informou que o Cl0p vinha explorando vulnerabilidades nesses sistemas; a PTC publicou avisos e correções desde junho.

O episódio ilustra o efeito multiplicador de uma falha em software amplamente incorporado à cadeia industrial. Para organizações que usam plataformas de gestão de produto, aplicar a correção é apenas o começo: também é necessário revisar acessos, exportações em massa, conexões externas e sinais de atividade ocorridos antes da atualização.

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