Um estudo de ossos de mamutes-lanosos encontrados em 11 sítios arqueológicos da Polônia, Áustria e Rússia indica que caçadores da Era do Gelo selecionavam fêmeas com frequência muito maior. Cerca de 70% dos restos analisados pertenciam a fêmeas e 30% a machos.

Os pesquisadores concluíram que o material foi acumulado por grupos humanos após caçadas, e não apenas por mortes naturais. Um único mamute fornecia carne, gordura, pele, presas e ossos que podiam virar ferramentas, armas, arte e estruturas de abrigo.

A organização social dos animais pode explicar a preferência. Fêmeas e filhotes viviam em grupos conduzidos por uma matriarca, enquanto machos adultos tendiam a circular sozinhos, tornando os agrupamentos familiares alvos mais previsíveis.

O resultado ajuda a reconstruir estratégias de subsistência e mostra que os caçadores conheciam profundamente o comportamento das espécies. Essa pressão seletiva também pode ter afetado a capacidade reprodutiva das populações locais de mamutes.

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Abrir Reuters